Alergia em Idade Pediátrica

Alergia em Idade Pedátrica

Alergia em Idade Pediátrica


Alergia em Idade Pediátrica

Diagnóstico precoce para uma vida sem limitações

Introdução

As doenças alérgicas são uma das condições crónicas mais prevalentes em idade pediátrica e tendem a evoluir ao longo do crescimento, num fenómeno conhecido como “marcha alérgica” — em que manifestações como a dermatite atópica nos primeiros anos podem anteceder alergia alimentar, rinite ou asma. A avaliação precoce permite identificar fatores de risco, confirmar ou excluir alergias e prevenir complicações, garantindo um desenvolvimento saudável e uma melhor qualidade de vida.


Causas e manifestações mais frequentes

  • Dermatite atópica: frequentemente a primeira manifestação de doença alérgica; resulta de disfunção da barreira cutânea e inflamação imunológica, podendo associar‑se a sensibilizações alimentares ou ambientais.
  • Alergias alimentares: predominam nos primeiros anos de vida.
  • Alergia respiratória: rinite/conjuntivite alérgica, com impacto no sono e no desempenho escolar; muitas vezes associada a exposição a pólenes, ácaros e animais.
  • Urticária e angioedema: podem surgir por alimentos, fármacos, infeções ou outras causas.
  • Reações a picadas de insetos ou medicamentos: requerem avaliação específica para exclusão de risco anafilático.

Como é feito o diagnóstico

  • Avaliação clínica pormenorizada, centrada na história familiar, exposição ambiental, história alimentar e evolução dos sintomas.
  • Testes cutâneos (prick tests) e/ou determinação de IgE específica, adequados à idade e à suspeita clínica.
  • Testes de provocação oral ou respiratória em ambiente controlado, quando necessário para confirmar ou excluir alergia.
  • Provas de função respiratória, para avaliação de asma.
  • Avaliação multidisciplinar, articulando Imunoalergologia, Pediatria e Nutrição, quando indicado.

Tratamento e prevenção

  • Plano terapêutico personalizado, adequado à idade, tipo de alergia e contexto familiar.
  • Evicção dirigida do alergénio identificado, evitando restrições alimentares desnecessárias.
  • Tratamento farmacológico conforme a patologia.
  • Imunoterapia específica (vacinas de alergia) em casos selecionados.
  • Educação familiar sobre controlo ambiental, reconhecimento de sintomas de alarme e utilização de autoinjetor de adrenalina quando clinicamente indicado.
  • Promoção da tolerância alimentar e gestão da introdução alimentar: introdução adequada e supervisionada de alimentos potencialmente alergénicos pode, em alguns casos, reduzir o risco de alergia — sempre sob orientação médica.

Quando procurar ajuda médica

  • Sintomas cutâneos persistentes, como eczema, urticária ou angioedema.
  • Reações imediatas após ingestão de alimentos ou toma de medicamentos — podem ser sugestivas de alergia.
  • Sintomas respiratórios recorrentes (pieira, tosse, espirros, congestão nasal persistente).
  • História familiar de alergia associada a sintomas compatíveis na criança.